Se você está sofrendo para aprender um segundo idioma… não se desespere… você não está só e, mais importante que isso, há solução.
Todos os dias trabalho com este tema. Converso com várias pessoas e penso sobre a questão ‘aprender um idioma’. E ao longo de mais de 15 anos de ensino vejo uma e apenas uma questão a ser resolvida: DISCIPLINA. Proponho, entretanto, analisar o tema desdobrando-o em mais dois aspectos: MOTIVAÇÃO e TEMPO DE EXPOSIÇÃO ao idioma.
Gostaria de refletir com você leitor, não como se eu tivesse todas as respostas, mas quero usar as experiências produzidas na relação com meus próprios alunos e quem sabe assim, poder ajudar outros tantos que estão fazendo ou que querem fazer esta mesma caminhada.
DISCIPLINA é a base de tudo. Entenda o termo como a regularidade na qual você está exposto ao novo idioma. A praxe são as tradicionais duas aulinhas por semana, intercaladas por um ou dois dias… normalmente um pequeno período de estudo (leia-se ‘fazer o para-casa’) na véspera da aula. Permitam-me um pouco de pragmatismo: ninguém vai aprender um idioma assim. Ponto. Vamos comparar, guardadas as devidas proporções, ao que aconteceria no aprendizado de uma criança cujos pais decidem expor ao idioma apenas duas vezes por semana por uma hora… Terça e Quinta, de 9 às 10h da manhã…. Você realmente acha que esta criança vai aprender o idioma? Se aprender, quanto tempo ela levaria?
Ninguém terá DISCIPLINA, sem a MOTIVAÇÃO correta. Como assim? Existe MOTIVAÇÃO “errada”? E a resposta é… Sim, existe. Muita gente estuda um idioma não por realmente querer aprendê-lo, mas apenas porque sente uma ‘pressão externa’, do meio em que vivem e trabalham. “Uma pessoa na sua posição tem que falar Inglês!”, “O CEO daquela empresa fala três idiomas, você tem que falar também!”, “Um profissional que fala mais de um idioma ganha em média 30% a mais…” Todas estas coisas podem ser verdadeiras ou, pelo menos, ter um grau de verdade em si… mas poucas pessoas conseguem ser DISCIPLINADAS pelo tempo necessário quando a MOTIVAÇÃO vem de fora. Aquele propósito feito prevalece por um curto espaço de tempo e se perde em milhares de outras coisas que qualquer adulto tem que fazer, das outras responsabilidades do dia-a-dia.
Por que é tão comum ouvirmos falar de pessoas que se mudaram para um determinado país e aprenderam o idioma ‘rapidamente’? Será que a água desse lugar é diferente? Ou o ar que se respira lá tem alguma propriedade mágica? Nada disso. Dentre as várias vantagens para aprender um segundo idioma morando em um país onde este é a língua nativa, destacamos o TEMPO DE EXPOSIÇÃO. Você acorda, toma banho e café da manhã, vai para o trabalho ou escola, trabalha, estuda e faz todas as coisas ‘imerso’, usando o novo idioma. Esse volume de informação sendo recebido (Input) ao longo do dia, da semana, do mês, etc. faz toda diferença.
Conclusão: Podemos REALMENTE aprender um segundo idioma? SIM. Como? Tenha DISCIPLINA, foco, determinação. Não negocie o seu tempo de estudo por nada. Você não se pergunta se vai dar tempo para tomar banho ou não… você faz dar tempo. DISCIPLINA.
Busque em você o real motivo para aprender o idioma. Acredite, é uma experiência fantástica. Aprender um idioma abre sua cabeça para outro mundo, aproxima você de outras pessoas, encurta distâncias. Estude porque você quer estudar e não porque outra pessoa disse que seria melhor para você. Encontre a sua razão íntima e legítima para aprender. MOTIVAÇÃO.
Aumente objetivamente seu contato com o idioma: mude a interface dos aplicativos para o idioma estudado; chame amigos que tenham o mesmo interesse e elejam o ‘dia do idioma’, em que vocês só se falarão na língua escolhida. Veja filmes sem legenda, ouça músicas, etc. Conviva o máximo possível com o idioma que você quer aprender. TEMPO DE EXPOSIÇÃO.
Se eu puder ajudar, na posição de quem tem um pouco mais de experiência no assunto e assim encurtar a distância para você, estou à disposição. Vamos caminhar juntos?
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