Todas as pessoas, iniciantes ou não, ao cogitarem fazer um curso de Inglês se perguntam: “Qual meu nível?” A resposta pode não ser tão simples, como Básico, Intermediário e Avançado. Não pretendo oferecer aqui uma resposta definitiva a esta questão, mas que tal pensarmos juntos sobre o assunto?
Antes de tudo é necessário saber seu objetivo maior de aprendizado. Opções:
- Quero aprender Inglês para conversação geral;
- Quero aprender Inglês para viajar esporadicamente e “me virar” melhor;
- Quero aprender Inglês para fazer uma prova de mestrado;
- Etc.
Para cada alternativa há uma resposta diferente quanto ao “seu nível de Inglês”. Se estamos falando em “conversação geral”, “uso geral” do idioma, há quatro habilidades a desenvolver: Reading, Writing, Speaking e Listening. Se queremos uma avalição de nível mais próxima da realidade, precisamos avaliar as quatro habilidades individualmente. O conhecimento de vocabulário aqui deve ser amplo o suficiente para permitir interação mínima, seja por meio escrito ou oral.
- Dica: Notadamente, observamos um desnível muito grande no domínio entre o Listening e as outras habilidades. Se este é seu caso, fique tranquilo. Tudo que você tem a fazer é investir mais tempo praticando… ouvindo mais e mais áudios na língua Inglesa. Perceba que eu não disse que você tem que entender, mas sim, ouvir mais. Esta prática associada aos esforços de leitura, escrita e fala vão produzir a melhora desejada.
Se o que você busca é viajar e se preparar para as questões objetivas da viajem em Inglês, o que você deve fazer é buscar conhecer as demandas específicas para este tema: aeroporto, hotel, compras, deslocamento, etc. Isso reduz significativamente o que conteúdo a ser estudado, incluindo estruturas gramaticais e vocabulário. Pode-se neste caso avaliar o nível de competência possuído em cada uma destas situações concretas de uma viagem.
- Dica: Deve-se neste caso repetir mais insistentemente as rotinas de cada situação porque os procedimentos são quase sempre desenvolvidos da mesma maneira, ou seja, chegar a um restaurante, escolher um prato, pedir e pagar segue uma mesma sequência, praticamente um roteiro que facilita muito a aquisição das ferramentas linguísticas necessárias.
Para fazer uma prova escrita, o chamado Inglês Instrumental, apenas a capacidade de leitura e interpretação é testada. Há provas e provas… onde você deve em alguns casos apenas localizar informações no texto e outras onde algum grau de interpretação subjetiva é requerido. Algumas provas podem incluir questões objetivas de conhecimento gramatical das estruturas do texto. A avaliação do seu nível de conhecimento se dará pelo domínio de estruturas de frase e relação entre as informações (causa e consequência; conclusão; explicação, etc.) e além disso, do seu conhecimento específico do vocabulário de sua área de estudo.
Dica: O ideal neste caso é fazer o máximo de simulados possível. A melhor forma de aprender a fazer prova é.… fazendo provas.
Bom… como eu havia proposto, esta é apenas uma abordagem inicial do tema. Uma boa forma de se aprofundar mais é estudar o Common European Framework of Reference for Languages que estabelece parâmetros ideias para Aprendizado, Ensino e Avaliação no aprendizado de idiomas estrangeiros. A versão original está em Inglês mas há uma versão em Português de Portugal, para quem preferir.
http://www.coe.int/en/web/common-european-framework-reference-languages/)
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